quinta-feira, 19 de maio de 2011

Um paraíso chamado Noronha!

Já faz um tempinho que eu fui, mas agora finalmente publico o primeiro post sobre uma viagem que classifico como "três dias e meio no paraíso". Assim foi o fim de semana que passei em Fernando de Noronha.



Era um sonho antigo. Fernando de Noronha povoa o imaginário dos viajantes e turistas como um destino quase inalcançável. A fama de "viagem mais cara do Brasil" e as dificuldades impostas ao turismo em prol da preservação ambiental realmente assustam um pouco, a ponto de ficarmos esperando aquele momento especial para viajar até lá.

Mas depois que você rompe as barreiras e percebe que há muito mito em torno do arquipélago, qualquer dificuldade vira água... salgada e nas cores azul anil ou verde piscina...



Até mesmo um contratempo com a reserva da pousada, logo no início da viagem, foi totalmente esquecido no primeiro passeio - conto sobre esse contratempo depois. Vale apenas dizer que desta vez não fiz as reservas sozinho. Comprei um pacote da CVC, já que há certa dificuldade em conseguir as passagens aéreas. Em Noronha a agência de receptivo que tem acordo com a CVC é a Atalaia. E foi ela que me "conduziu" durante a viagem.

Cheguei em Noronha no final da tarde de uma quinta-feira. Um vôo de 1h20min, tranquilo e confortável, num avião da Trip. Na chegada, antes de aterrizar, um belo vôo panorâmico sobre o arquipélago dava sinais do que eu ia ver.



No aeroporto, paguei a taxa de preservação ambiental - R$ 146,76 pelas quatro noites - e me apresentei ao agente do receptivo.

Antes de me deixarem na pousada, passamos por um escritório de apoio da agência, onde assistimos um breve vídeo da ilha e os principais passeios foram explicados. Logo de cara contratei três passeios: o "ilhatour", o passeio de barco e o "prancha submarina". Ganhei de brinde o passeio "caminhada histórica".

Cheguei na Pousada do Francês e me instalei. Confesso que ainda estava bem contrariado pelo contratempo ocorrido. Explico: eu comprei o pacote da CVC cerca de dois meses antes e recebi o voucher com a confirmação do aéreo e da reserva da Pousada Mar Aberto. Paguei um pouco mais para escolher a pousada. Você pode pagar um pouco menos e ficar nas chamadas "Pousadas Domiciliares", mas você só fica sabendo qual é a sua ao chegar na ilha.

Acontece que, ao chegar no aeroporto de Recife para fazer o check-in, uma agente do receptivo me pediu o voucher e, depois de manter contato com a agência, me informou que "houve um probleminha e a minha pousada não estava reservada"... notícia muito legal de ouvir na hora em que você está pronto para realizar um sonho e ansioso por chegar no paraíso.

Liguei para a CVC de Curitiba e eles me aconselharam a exigir uma pousada superior... mas eu queria a pousada que eu escolhi, oras...

Até embarcar no avião, nenhuma solução foi apresentada. Ao chegar na ilha, o agente me informou que eu ficaria na Pousada do Francês. Perguntei se era superior à Pousada Mar Aberto e ele, já dando atenção a outro turista, me respondeu simplesmente "são todas muito parecidas"...

Resumindo: por mais que eu não tenha ido para ficar na pousada e por mais que a Pousada do Francês tenha me atendido muito bem, seja na simpatia, nas instalações ou no excelente café da manhã, devo dizer que me senti logrado... Mas fiquei feliz por comprovar que viajar com a ajuda de uma agência nunca será garantia de tranquilidade plena... ...ainda gosto mais de fazer tudo sozinho. Se algo der errado, eu saberei exatamente onde errei!

Pousada do Francês - simpática e com ótimo café da manhã
Agora, voltando ao paraíso! Pois bem, eu me instalei na pousada e saí correndo para a rua. Queria pegar o restinho de claridade do dia para tentar ver um pouco do lugar. Fiz uma bela caminhada ao longo da BR 363 - a menor do Brasil - e cheguei à Vila dos Remédios, o centro histórico da ilha. O clima do lugar já estava me conquistando. Não era tão despojado quanto eu pensava, nem tão estruturado a ponto de virar um "destino enlatado". É um lugar... único!

O engraçado ao andar pela Vila dos Remédios foi lembrar dos tempos da escola primária (tá bom... ensino fundamental!), quando tínhamos que decorar as capitais dos estados e Fernando de Noronha era um Território Federal, cuja capital era... a Vila dos Remédios, essa pequena vila que agora percorro a pé... tá, nem é tão engraçado, mas eu achei... pitoresco!



Parei num restaurante simpático, chamado Xica da Silva, com mesas sobre um deck. Eram quase oito horas da noite e a fome era grande, pois a última refeição foi o café da manhã no hotel de Recife. Pedi uma casquinha de siri de entrada e me deliciei com um prato chamado "Peixe Mestiço". Filé grelhado, purê de abóbora e camarões gratinados com queijo. Dá só uma olhada:

Diversos restaurantes de FN capricham nos cardápios e na sofisticação
Voltei para a pousada e fui dormir. No dia seguinte, logo cedo, eu teria o primeiro passeio: a caminhada histórica.

A agência marcou 8h30 para me pegar na pousada. Como eu ainda estava meio ressabiado com o serviço deles, quando chegou 8h50, resolvi sair por conta própria. Mas o pessoal da pousada me disse que os atrasos eram normais e que eu podia esperar. Ela ainda ligou para a agência e confirmou que eles viriam me pegar. Minutos depois eles chegaram.

A Caminhada Histórica é muito agradável. Por cerca de três horas, passeia-se pela Vila dos Remédios e entorno, passando pelos medalhões da história da ilha e ainda pelas praias próximas. A primeira parada é o Forte de N. Sra. dos Remédios, construído no século 18, a principal entre as 10 fortalezas erguidas na ilha. Serviu como quartel e mais tarde como presídio. Além de fascinar pela história que abriga em suas ruínas, proporciona belíssimas vistas da ilha... as primeiras que eu tive e agora compartilho com vocês:






Descendo a ladeira que levou ao forte, chega-se ao ponto central da Vila, onde fica a Igreja N. Sra. dos Remédios, também do século 18, tombada e restaurada nos anos 80.


Passamos também pelo Palácio São Miguel, hoje sede administrativa da ilha.




Finalmente, finalizamos o passeio nas praias do Cachorro, do Meio e da Conceição, as três mais próximas do centrinho e, por isso, as mais frequentadas pelos moradores da ilha.



Depois deste primeiro passeio, almocei num restaurante a quilo próximo à pousada e por volta de 13h30 passaram me pegar para o passeio de barco.

Embarcamos no Porto Santo Antonio. Éramos um grupo de 24 pessoas, incluindo a simpática guia Tatá e os três tripulantes do barco. É o tipo do passeio que merece poucas palavras para descrever. As imagens dizem mais:













Assim foi o meu primeiro dia em Fernando Noronha. Suficiente para encantar e deixar ansioso pelo "ilhatour", principal passeio oferecido na ilha e que durante um dia inteiro passa por quase todos os pontos visitáveis da ilha.

No próximo post!

Até!