sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A viagem já acabou... o blog não!

Pois é... a viagem já acabou e eu já estou no turbilhão do trabalho, em meio a muitas correrias que fazem o meu dia-a-dia.

Mas eu não posso deixar esse blog incompleto e por isso mesmo vou voltar lá atrás e publicar todos os relatos dos dias que passaram sem notebook. Pra mim, uma deliciosa maneira de recordar... para o ilustre leitor, mais um pouco de diversão... assim espero!

Os posts sobre a viagem com a Soraia eu escrevi no trem indo de Swansea para Londres. Uma viagem agradável e rápida. Nada como um notebook para adiantar as histórias da viagem! Pena que logo que cheguei em Londres ele não ligou mais...

Mas vamos à viagem:

O terceiro dia com a Soraia (19.ago) começou com o café da manhã no quarto daquele Hotel Formule 1 em Liverpool... não exatamente um breakfast, mas as esfihas e o bolo de banana que a Soraia fez e levou na viagem estavam magníficos! Acompanhados de café de máquina, tudo perfeito!

Saímos para visitar a Tate Liverpool, galeria de arte onde acontecia uma exposição de Gustav Klimt. Interessante para conhecer, entretanto, a exposição tinha relativamente poucos trabalhos de Klimt, pois incluía outros artistas do grupo dele, incluindo designers e arquitetos.

O que realmente valeu a pena pra mim na Tate Liverpool foi a oportunidade de ver de perto alguns trabalhos de Andy Warhol, o pai da "pop-art". Lembram daquela figura da Marilin Monroe com os cabelos pintados de amarelo e a roupa de rosa pink? Pois é, o original dessa obra tão difundida e copiada estava lá!

Não é permitido fotografar as obras... então, segue foto de uma das janelas da Tate Liverpool... já é alguma coisa!



Saímos da Tate e entramos noutro museu. Aliás, esse espaço chamado Albert Docks é um centro cultural e gastronômico de primeira. Virou moda nas grandes cidades litorâneas transformar galpões antigos em espaços culturais. Vide Puerto Madero em Buenos Aires. Liverpool não foge a regra e soube aproveitar muito bem os espaços.




O segundo museu que entramos tem vários andares e cada um deles dedicado a um tema. Visitamos o museu da escravidão, onde pode-se conhecer um pouco dessa triste passagem da história da humanidade. Liverpool era um dos portos que recebia navios de escravos vindos da África. Por isso esse museu foi montado aqui.

Passa-se pela cultura africana, a rota da escravidão no mundo (incluindo o Brasil), vê-se imagens chocantes da própria escravidão e finalmente a influência da cultura negra em todo o mundo.

Ouvimos uma música de Paul Robeson, Ol' Man River, que meu pai adorava... e eu ouvia o LP quase todo dia quando era criança... ai, ai... bom lembrar dessas coisas.

Noutro andar do prédio passamos rapidamente só para ver uma réplica do Titanic e alguns objetos recuperados do navio que estavam ali expostos. O navio saiu do porto de Southampton, na Inglaterra, mas a tripulação tinha vários integrantes originários de Liverpool, o que motivou a inclusão desse navio no museu aqui.
Pelo menos é o que eles dizem... puxando descaradamente a sardinha para a brasa liverpooliana...até no que diz respeito a uma tragédia gigantesca como essa.



Saímos do museu e caminhamos um pouco pela cidade enquanto aguardávamos a concessionária avisar que o carro estaria pronto (lembram do mico, né...).
O passeio rendeu mais algumas imagens da cidade dos Beatles:







Mas mesmo depois do passeio, ninguém ligou da oficina. Foi preciso telefonar várias vezes pra eles até que pudéssemos pegar o carro e seguir viagem. Com esse contratempo, modificamos o plano inicial e cortamos a península da Cornualha do roteiro. Fica para a próxima!

Saímos de Liverpool por volta de cinco e meia da tarde com destino a Stonehenge. Tínhamos reservado um hostel (albergue) pela internet e iríamos direto para lá.
Apesar da preocupação em chegar à noite num lugar desconhecido, foi muito legal viajar pelo interior da Inglaterra, em estradinhas estreitas no meio de bosques e fazendas. O próprio albergue era em uma fazenda.

Aliás, mais uma boa surpresa na hospedagem. Demoramos um pouco para encontrar e chegamos umas duas horas depois do previsto inicialmente. Mas o albergue era praticamente um hotel, não fossem os quartos com beliches e a cozinha e sala comunitárias.

Tivemos sorte que não estava cheio, de forma que pudemos ficar os dois no mesmo quarto, sem mais ninguém. Do contrário, ficaríamos separados, pois há quartos para homens e outros para mulheres.
O banheiro era no quarto e tudo era novinho em folha! Melhor ainda: o café da manhã estava incluído na diária de 19 Libras por pessoa.
Mea culpa: não tirei fotos do hotel... imperdoável!

O quarto dia com Soraia vem no próximo post!

Até!

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